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Conexões Criativas


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Escrevo esta carta em contagem regressiva para realizarmos o terceiro evento do Movimento Empreenda. No dia 4 deste mês, estaremos na sede do Insper, em São Paulo, para compartilhar as experiências de empreendedores capazes de inspirar pessoas de todas as gerações: Claudio Haddad, presidente do Insper, Lourenço Bustani, sócio-fundador do Mandalah, eleito neste ano uma das 100 pessoas mais criativas do mundo pela revista Fast Company, Malte Huffmann, cofundador da Dafiti, e Marília Rocca, fundadora da Endeavor Brasil, conselheira da Totvs e sócia da empresa Mãe Terra. Nesse mesmo dia, representantes de todas as unidades das Organizações Globo terão em pauta, desta vez no Rio de Janeiro, a Semana Global de Empreendedorismo, que vai mobilizar gente do mundo inteiro entre os dias 12 e 17 de novembro.

Eventos dessa natureza têm o poder de conectar, multiplicar, difundir e sobretudo construir novos fronts para quem planeja abrir ou expandir a sua empresa. É gratificante encontrar, olho no olho, gente que tem ideais, sonhos e propósitos senão idênticos, bastante parecidos com os nossos. O fenômeno das redes sociais está aí para sublinhar que somos seres gregários — e uma vida interativa pode ser muito mais interessante e criativa. Estamos em um bom caminho, embora ainda distantes do que se vê em países como Estados Unidos, Canadá e Dinamarca, que ocupam o topo do ranking do Global Entrepreneurship Monitor (GEM). Neste mês, estive no estado do Tennessee, nos EUA, e ouvi de vários líderes locais que a força da cultura empreendedora americana se esconde nas frestas das dezenas de meetups promovidos pelas comunidades. Em Nashville, por exemplo, discussões acaloradas sobre startups ocorrem em todos os lugares, das baladas de música country do centrinho às igrejas; dos supermercados às universidades. Com tantos pontos de contato, as ideias fluem de maneira espontânea, incorporadas à agenda da cidade, numa corrente que praticamente obriga as pessoas a olhar para fora, a pensar e agir fora da caixa.

Na reportagem de capa desta edição, você vai encontrar dez exemplos de gente que resolveu pôr a cabeça para fora do seu próprio mundo, se conectou e acreditou no seu talento. O resultado foi a fundação de empresas incríveis, que movem a nova economia criativa — termo esse, aliás, cunhado pelo inglês John Howkins, entrevistado com exclusividade pela editora executiva Marisa Adán Gil. Howkins traduziu o fenômeno que assistiu na Inglaterra dos anos 90, que precisava reinventar seu jeito de trabalhar para fazer face ao agressivo mercado asiático. Quem assistiu às Olimpíadas de Londres pôde comprovar, muitas vezes boquiaberto, que a estratégia deu certo. Criatividade não nos falta. Que venha a nossa vez.

FONTE: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI320553-17160,00-CONEXOES+CRIATIVAS.html < voltar


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